quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Banco Central do Brasil, ACORDA! Roubos no Sistema Monetário - Não Deveríamos Estar Seguros?


Pagamos tantas taxas e juros aos bancos, mas porque não temos segurança?
O tanto de dinheiro que damos ao Sistema Monetário não deveria ser suficiente para ampliarem as redes de segurança, criptografia, agilidade em detectar invasão na Rede Bancária?
Mas não é o que está acontecendo, cartãoes estão sendo clonados, dinheiro está sendo sacado diretamente da conta sem autorização do correntista...
Isso me lembra um filme que vi há algum tempo, "Prenda-me se for Capaz" (2002), com Leonardo de Caprio. Conta a história de um dos maiores falsificadores de cheques dos EUA, o golpe foi aplicado não só na América como também em 26 países. Para enganar as autoridades, Frank Abgnale Jr. se passa por piloto de avião, médico, promotor e até professor de História. O longa-metragem foi baseado em história real, ambientado nas décadas de 60 e 70. Frank chegou a dar golpes no valor de US$ 2,5 milhões em cheques falsos antes mesmo de completar 21 anos. Ele foi preso em 1974, o governo federal dos Estados Unidos o libertou sob a condição de que Frank deveria ajudar as autoridades federais contra fraudes monetárias. Os bancos o contrataram para impedir que outros roubassem o Sistema Bancário.
Será possível que teremos que prender as quadrilhas que estão fazendo isso para então contratarmos um deles para nos proteger?
Seria uma grande ironia do destino... E uma afronta...

Por Sandra Vargas Polastre - Jornalista - DRT/32649

Segue uma matéria muito bem elaborada por um Especialista em Finanças:

FRAUDES NOS BANCOS X CORRENTISTAS
"Consultando os relatórios disponíveis no site do Banco Central do Brasil - BC coletei a informação de que os bancos existentes no Brasil produziram um LUCRO LÍQUIDO de R$ 55,2 bilhões somente no exercício de 2010. Essa sangria sistemática à poupança nacional não é citada pelos ECONOMISTAS que só veem aberrações nas atividades públicas. Os bancos gastaram em 2010 R$ 64 bilhões com empregados orgânicos e R$ 19 bilhões em serviços terceirizados, correspondentes a 23% dos gastos declarados com pessoal, exceto vigilância e segurança (que acredito ser segurança patrimonial) e somente R$ 13 bilhões em Processamento de Dados; Telecomunicações e Comunicações. Não existem dados claros sobre os investimentos na segurança dos dados dos correntistas (SECURITY CHECK e SECURITY OF THE DATA).
Faz-se necessário uma atuação maior do BC na regulamentação exigindo que os bancos publiquem informações que possam criar condições do BC mensurar o quanto se investe em segurança de dados e em segurança do usuário; deve-se também exigir que os bancos publiquem de forma destacada seus custos com indenizações, acordos judiciais ou não, além de perdas provenientes das fraudes obtidas por invasões nos sistemas internos dos bancos, assim como, com a clonagem de cartões de débitos e créditos, com o propósito do BC criar critérios de avaliação ou índices de produtividade que devem ser alcançados pelos bancos com a finalidade de mitigar os prejuízos morais e financeiros dos correntistas do Sistema Bancário. Sugiro até, se for o caso, que essas despesas não sejam dedutíveis para efeito de cálculo do imposto de renda a pagar. A União não pode ser penalizada com a redução da receita com o imposto de renda causada por políticas ineficientes dos gestores dos bancos. Vejo que essas seriam medidas que estimulariam os bancos na prevenção dessas fraudes contra, principalmente, seus correntistas que são assolados diariamente com o susto de verem seus recursos desaparecerem das contas correntes, por má utilização de cheques e cartões extraviados ou clonados, com saques em caixas automáticos, empréstimos consignados, ou mesmo vazamento de dados sigilosos e confidenciais sem seu conhecimento ou autorização. Soube informalmente que a rotatividade dos empregados próprios e, principalmente, dos terceirizados fragiliza a segurança desses dados que por Lei devem ser tratados como confidenciais.
Agora, no final de agosto no meu ambiente de trabalho temos 3 (três) pessoas, 50% do efetivo, enfrentando simultaneamente adversidades com seus bancos, um público e 2 privados.
Qual o custo financeiro e emocional para essas pessoas que saem da tranqüilidade de correntistas corretos para a condição de devedores, insolventes ou mesmo veem seu dinheiro desaparecer das suas contas-correntes, poupanças, ou ainda, veem as suas contas dos cartões de crédito aumentarem por aquisições feitas por desconhecidos utilizando cartões clonados? Quem paga os deslocamentos dessas pessoas até as suas agências bancárias para tentarem amigavelmente resolver o problema? Quem paga as horas ou dias não trabalhados para resolver os problemas advindos desses tipos fraudes?
E quando as fraudes bancárias envolvem os idosos que contam com pouco poder de compreensão dos fatos, ou mesmo estão incapacitados fisicamente, ou mesmo nem notam que as fraudes estão ocorrendo? Quem os protegem?
Existe outro problema econômico que envolve essa situação. Essas fraudes trazem embutidas de forma velada custos aos empregadores que prescindem da labuta dos seus empregados que quando descobrem o desfalque em suas contas saem desesperados em busca de solução para seu infortúnio.
Esses são problemas pontuais que o BANCO CENTRAL DO BRASIL tem que estudar visando buscar soluções que venham proteger única e principalmente as pessoas físicas, correntistas, que tem pouco tempo, pouco recurso ou mesmo pouco poder de compreensão para entender e resolver esses infortúnios".

Por PAULO ROBERTO DUTRA DA SILVA
Contador - Especialista em Finanças, com MBA pela FGV em Gestão Administrativa.

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